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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Crescer.

Quando eu era criança, descobri que papai Noel não existia. E achei que aquela seria a maior de todas as decepções que pudera acontecer em minha vida. Eu ralava os joelhos, ou os cotovelos, e achava que aquela era a pior de todas as dores físicas. Eu não ganhava aquela boneca que eu tanto queria, e chorava, e acreditava que aquela era a pior de todas as dores emocionais do mundo.  Eu achava que a pior traição de todas era aquela coleguinha de classe contar pra outra sobre o menininho que eu achava fofinho e supostamente dizia que “gostava”. Eu tinha vergonha de falar de quem eu “gostava”, e achava que aquele era o pior de todos os segredos que eu tinha que guardar pra mim. Eu tirava 7,5 em uma prova valendo 8,0 e achava que era o fim do mundo. Eu me lambuzava toda de lama, fazia bolinhos de terra, e achava que aquela seria a maior felicidade de todas, eu me sentia tão bem.  E achava que a maior emoção da vida era acordar cedinho, deitar no sofá e assistir desenhos. E na escola as professoras tinham uma enorme paciência e um enorme carinho ao nos ensinar o alfabeto. E eu achava que a pior de todas as contas era a de multiplicar, ou a de dividir. Eu tinha uma coleguinha que ficava no recreio comigo e já achava que era a melhor amizade de todas.  E a coisa mais triste do mundo era não ter todas as coisas que eu queria, coisas materiais. Eu achava que o dinheiro vinha fácil, que amizades vinham fáceis, que amores eram pra sempre, que decepções eram facilmente superadas, que traições não te prejudicariam tanto, e que jamais me sentiria realmente triste. Não, eu não era idiota. Eu apenas era criança. E eu era muito feliz porque não conhecia de verdade o mundo, as pessoas, os sofrimentos, as decepções, eu mal sabia sobre a vida. Eu simplesmente queria voltar a acreditar em tudo isso, voltar no tempo. Onde tudo era mais simples e tão mais fácil. Eu queria apenas voltar a ter mais momentos de alegria do que de tristeza. E ter joelhos ou cotovelos ralados no lugar de corações partidos.


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