Quem sou eu

Minha foto
Dormir, comer, sair, pular corda, caminhar, internet, sedentarismo, amor, romantismo, carinho, paz, fé, confiança, família, amigos, animais, violão, bateria, felicidade, MÚSICA, ROCK, PINK FLOYD, Inglaterra, escola, matemática, biologia, praças, sinceridade, lágrimas, sorrir, cantar, escrever, ler, cair, levantar, aprender... VIVER!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

The heart...

Uma vez, uma criança quis desenhar o seu coração, ou algo que ao menos parecesse. Com um lápis e um papel, ela fez um pequeno coração, desses que aparecem nos desenhos animados. O desenhou, o cortou e o pintou. Ao terminar ela o olhou... Não havia ficado perfeito, mas estava muito bonito. Logo depois ela o guardou, e disse que aquele pedaço de papel representaria o coração que bate a cada segundo dentro de si. A criança foi crescendo, e se transformando. Conforme o tempo ia passando, ela ia aprendendo as coisas da vida. Ia se magoando, se decepcionando, se apaixonando, o quebrando, o partindo, machucando seu coração. E tudo que acontecia com o coração real, ela fazia com o de papel. Até que após mais uma decepção, se derramando em lágrimas, ela abriu a gaveta para pegar o seu coração de papel, e percebeu que ele já estava todo rasgado, despedaçado, destruído, e quase completamente acabado. Durante dias ela chorou, e acreditou que não teria mais o que fazer pra ajudar seu coração, e que mais uma decepção, e ele chegaria ao fim. Tanto o de papel, quanto o real. Ela já não queria mais decepções, não queria mais dor, não queria mais aquele coração. Ela queria felicidade e alegria. Então fechou os olhos e fez um desejo. Desejou, do fundo daquele machucado e ferido coração que ainda batia dentro do seu peito, ter seu coração antigo de volta. Tanto o real, quanto o de papel. Até que um dia ela encontrou alguém. Alguém que lhe ofereceu amor. Um amor verdadeiro, um amor diferente. E junto com seu amor, lhe ofereceu uma fita e uma cola, pra que pudesse reconstituir novamente seu coração. O real, e o de papel. Não se pode juntar os pedaços partidos de um coração real com apenas uma fita e uma cola. Mas sim com o tempo, e com a ajuda e com o amor de alguém. Ela esperou, acreditou, e com ajuda daquele alguém, ela pode reconstruir seu coração. Tanto o de papel, quanto o real. E enfim o seu antigo desejo foi realizado. Ou quase realizado. Ela não tinha recuperado seu coração antigo. Ela havia construído um novo, com novas esperanças, novas alegrias, e novas chances para o amor, e para a vida. Ela abriu a gaveta, olhou, e seu coração estava ainda mais bonito. Tanto o de papel, quanto o real.


Nenhum comentário:

Postar um comentário